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SYNTAXE HISTÓRICA PORTUGUESA –
Augusto Epiphanio da Silva Dias
Edição: Livraria Clássica Editora
3ª Edição – Ano 1954
Páginas: 369
Dimensões: 230x150 mm
Peso: 441
TX-A026-G480-1.50EE
IS 1543325890
PREÇO: 36.00€
Acresce portes de envio – Correio Editorial
Exemplar em bom estado, sem rasgos, sem anotações ou sublinhados
A obra Syntaxe Histórica Portuguesa, de Augusto Epiphanio da Silva Dias, é um dos estudos clássicos da gramática histórica do português, tendo tido grande influência na filologia e linguística portuguesa do início do século XX.
CARACTERIZAÇÃO GERAL DA OBRA
Primeira edição: 1918 (Lisboa, Livraria Clássica)
Área: sintaxe histórica / gramática do português
Trata-se de uma obra científica que procura explicar a evolução histórica da sintaxe da língua portuguesa, sobretudo a partir do latim até aos usos mais modernos.
ESTRUTURA E CONTEÚDO
A obra organiza-se essencialmente em duas grandes partes:
1. Ligação das palavras na oração
Estudo das concordâncias (sujeito–predicado, etc.)
Análise das classes de palavras e do seu comportamento sintático
Funcionamento interno da frase
2. Emprego dos modos e tempos + ligação das orações
Evolução dos tempos e modos verbais
Estudo da coordenação e subordinação
Classificação das orações (subordinadas, coordenadas, etc.)
Apêndice
Inclui temas clássicos da retórica e gramática:
Elipse
Zeugma
Pleonasmo
Outras figuras e fenómenos sintáticos
OBJETIVO DA OBRA
O propósito principal é:
Explicar como a sintaxe portuguesa se formou e evoluiu
Relacionar estruturas do português com o latim e textos antigos
Fornecer uma base científica para o estudo da língua
Não é um manual escolar simples — é uma obra de filologia histórica, com forte apoio em exemplos literários e textos antigos.
IMPORTÂNCIA E VALOR
Considerada uma obra fundadora da sintaxe histórica em Portugal
Insere-se na tradição da filologia clássica portuguesa (influência de José Leite de Vasconcellos, a quem o autor dedica o livro)
Ainda hoje é relevante para:
estudos universitários de linguística
investigação histórica da língua portuguesa
Sobre a edição de 1954 (3.ª edição)
É uma obra:
erudita e técnica
fundamental para compreender a evolução da sintaxe portuguesa
mais indicada para estudiosos do que para leitores iniciantes
ÍNDICE DETALHADO
Introdução
Objeto da sintaxe histórica
Relação com o latim
Métodos de estudo
Fontes e textos utilizados
PARTE I — LIGAÇÃO DAS PALAVRAS NA ORAÇÃO
I. Noções gerais
Conceito de oração
Elementos constitutivos
Ordem das palavras
II. Concordância
Concordância do verbo com o sujeito
Concordância do adjetivo
Casos especiais e exceções históricas
III. O substantivo
Funções sintáticas
Regência nominal
Uso de preposições
IV. O adjetivo
Posição (anteposto vs. posposto)
Valor semântico e evolução
Concordância especial
V. O pronome
Pronomes pessoais (formas e colocação)
Pronomes demonstrativos e relativos
Evolução histórica do sistema pronominal
VI. O verbo
Regência verbal
Construções com infinitivo
Uso de particípios e gerúndio
VII. O advérbio
Funções sintáticas
Formação e evolução
VIII. As preposições
Origem e evolução
Regência
Valores semânticos
IX. As conjunções
Coordenação
Subordinação (introdução geral)
PARTE II — EMPREGO DOS MODOS E TEMPOS. LIGAÇÃO DAS ORAÇÕES
I. Modos verbais
Indicativo
Conjuntivo (subjuntivo)
Imperativo
Infinitivo (pessoal e impessoal)
II. Tempos verbais
Presente, pretérito, futuro
Valores históricos dos tempos
Transformações ao longo da língua
III. Emprego dos modos e tempos
Valores semânticos
Uso em diferentes tipos de oração
Evolução do sistema verbal
IV. Coordenação
Tipos de orações coordenadas
Conjunções coordenativas
Evolução dos processos coordenativos
V. Subordinação
Orações substantivas
Orações adjetivas (relativas)
Orações adverbiais
Evolução das estruturas subordinadas
VI. Ordem das orações
Sequência lógica e estilística
Variações históricas
APÊNDICE — FIGURAS E FENÓMENOS SINTÁTICOS
Elipse
Zeugma
Pleonasmo
Anacoluto
Outras construções irregulares ou estilísticas
OBSERVAÇÕES FINAIS
A obra é muito sistemática, típica da filologia clássica.
Cada secção inclui exemplos históricos, muitas vezes retirados de textos antigos portugueses.
O foco não é apenas descritivo, mas também evolutivo (do latim ao português moderno).