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Autor: MARCHI, Riccardo (coordenação)
Textos de Rui Ramos, Maria Alexandra Lousada, Fátima Sá e Melo Ferreira, Armando Malheiro da Silva, José Manuel Quintas, Ernesto Castro Leal, Luís Reis Torgal, Miguel Dias Santos, Paula Borges Santos, Jaime Nogueira Pinto, Henrique Raposo e José Pedro Zúquete
Título: As Raízes Profundas Não Gelam?: Ideias e Percursos das Direitas Portuguesas
Alfragide, Texto, 2014
Nº páginas: 446 pp.
Dimensões: 23,5 cm x 16 cm
1ª edição
Tema: História política das direitas em Portugal
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Da contracapa:
'As raízes profundas não gelam', verso do escritor britânico J. R. R. Tolkien, simboliza a essência de um património ideal imune às contingências históricas, à sucessão de regimes e aos rótulos simplistas da polémica política.
Em Portugal, frequentemente, o imaginário colectivo reduz os conceitos de «tradição» e/ou «direita» ao legado do Estado Novo e do seu arquitecto António de Oliveira Salazar. Contrariando essa tendência redutora, a presente obra pretende apresentar uma panorâmica alargada sobre esse mundo, através de uma série de capítulos elaborados por autores com investigação sólida e aprofundada sobre os respectivos temas.
Numa narrativa com um compasso temporal de quase dois séculos de história política de Portugal, caracterizam-se os fenómenos mais representativos do anseio de encarnar a tradição: a primeira metade do século XIX, com o movimento miguelista; a alvorada do século xx, com Sidónio e o nacionalismo anti-liberal; o Estado Novo com as diferentes facetas do ideário católico, monárquico, nacional-revolucionário; o regime democrático, com as tentativas das direitas radicais e das direitas moderadas de redefinir os respectivos patrimónios doutrinários entre o fim do século xx e o princípio do novo milénio.
Ao colocar um ponto de interrogação no verso de Tolkien, Riccardo Marchi lega ao leitor a estimulante questão da permanência e da fecundidade dessas tradições na história e política portuguesas.
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Da 1ª badana:
RICCARDO MARCHI nasce na cidade italiana de Pádua em 1974, onde cursa na Faculdade de Ciências Políticas. Nos anos da universidade amadurece os seus interesses no campo do pensamento político e dos movimentos radicais, principalmente os de cariz nacional-revolucionário, neofascista e de direita radical.
Em 2000, licencia-se com uma tese sobre o Estado Novo e o fim do império português (1945-1975). Durante as investigações em Portugal, interessa-se pela dinâmica das direitas radicais no fim do Estado Novo, tema que, em 2005, se torna em definitivo o seu projecto de doutoramento em História, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), terminado em 2008, sob a orientação do Professor António Costa Pinto.
Desde Abril de 2008 que é investigador de pós-doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com um projecto sobre as direitas radicais na democracia portuguesa.