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As crónicas de Às Urnas, Cidadãos! foram escritas num período de intensa atividade eleitoral marcada pela ressaca da crise económica e financeira.
- Primeiro, analisa o contexto político e económico da época, incluindo eleições em França, a crise da zona euro e o crescimento de tensões sociais. Piketty mostra como decisões políticas estão profundamente ligadas a questões económicas, especialmente à gestão da dívida pública e às políticas fiscais.
- Segundo, critica o aumento das desigualdades. O autor argumenta que os sistemas fiscais e as políticas públicas tendem a favorecer os mais ricos e grandes empresas, agravando a concentração de riqueza. A desigualdade não é vista como inevitável, mas como resultado de escolhas políticas.
- Terceiro, propõe alternativas e reformas. Entre elas, maior cooperação europeia (por exemplo, mecanismos comuns de orçamento), reformas fiscais mais progressivas e um reforço das instituições democráticas. O autor defende uma cidadania ativa — daí o “às urnas” — como condição essencial para corrigir desequilíbrios sociais e económicos.
Em suma, trata-se menos de um livro teórico fechado e mais de um conjunto de intervenções políticas: um apelo à participação democrática e à reformulação das políticas económicas para combater a desigualdade.
Capa mole
254 páginas
Muito bom estado geral.