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Síntese: Cadernos Ibéricos de Cultura, Informação e Crítica (n.º 1) é um raro testemunho da ambição de diálogo cultural ibérico no início dos anos 1960. Editada em Lisboa pela Editorial Lux, esta publicação saiu em edições separadas em português e castelhano, com direção de Azevedo Martins e Víctor Aúz. Embora, à primeira vista, possa sugerir uma revista regular, a própria “Síntese” apresentou-se como não periódica, funcionando antes como um “caderno” numerado e tematicamente aberto, dedicado à cultura, às artes e também à ciência.
Neste primeiro número (com Depósito Legal de 1963), o leitor encontra um conjunto muito apelativo de ensaios e peças críticas: da reflexão “A propósito da Cibernética” (com o alerta cultural perante a era espacial e os “cyborgs”), a temas surpreendentes como radiestesia e decifração dos hieróglifos maias, passando por textos de artes plásticas e património, como “Uma estética do fragmento e o restauro das obras de arte” (António Aragão).
O caderno brilha especialmente na secção “Letras e Artes”, reunindo vozes centrais da crítica e da vanguarda em Portugal e Espanha: Fernando Pernes, Mário Cesariny, e reflexões sobre teatro, cinema e música, lado a lado com autores espanhóis como Víctor Manuel Nieto Alcaide e Fernando Moreno. É, por isso, uma peça excelente para quem coleciona revistas literárias, modernismo português, crítica de arte e documentos do intercâmbio cultural peninsular.
Se procura uma publicação curta, ousada e historicamente situada, o n.º 1 da Síntese é uma compra segura – ainda por cima num exemplar muito bem conservado e com miolo limpo, ideal para coleção.
- Encadernação: capa mole
- Ano: s/d [1963]
- Páginas: 120
- Dimensões: 17 x 12,5 cm