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Publicado no Porto, em 1962, pela Imprensa Portuguesa, O Azulejo: Possibilidades da sua Reintegração na Arquitectura Portuguesa é um pequeno clássico para quem se interessa por arquitetura moderna, azulejaria portuguesa e pela história do pensamento arquitetónico no século XX. O livro corresponde a uma tese apresentada no âmbito de concurso para o provimento de um lugar de professor do 1.º grupo da Escola Superior de Belas-Artes do Porto (atual FBAUP), o que ajuda a explicar o seu tom rigoroso e argumentativo.
Partindo da tradição longa do azulejo em Portugal, José Carlos Loureiro discute como este material – tantas vezes associado ao património histórico – poderia voltar a ser parte ativa da arquitetura contemporânea, não como ornamento “colado”, mas como elemento construtivo e expressivo. Defende as vantagens técnicas (resistência, impermeabilização e durabilidade) e também a sua capacidade de qualificar visualmente o edifício, chegando a considerar a integração do azulejo em soluções modernas, incluindo sistemas de pré-fabricação de painéis de fachada.
O autor, José Carlos Loureiro (1925-2022), foi uma figura marcante da chamada “Escola do Porto” e um dos arquitetos modernistas portugueses mais influentes, com obra relevante no Porto – onde se destacam edifícios como o Parnaso e o Pavilhão dos Desportos (atual Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota).
Em 2012, a editora Caleidoscópio publicou uma edição fac-simile desta obra.
Esta edição – a original – em capa mole, inclui o texto e estampas a preto e branco (extratexto em papel couché), num formato muito manuseável (c. 20×14 cm). Um título essencial para arquitetos, estudantes, investigadores e colecionadores de livros sobre azulejo e arquitetura portuguesa – e uma excelente oportunidade para acrescentar à biblioteca uma obra de referência difícil de encontrar em bom estado.
- Encadernação: capa mole
- Ano: 1962
- Páginas: 91
- Dimensões: 20 x 14 cm