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Esta é a odisseia que Almeida Garrett fez pelas terras do seu país. Aí visitou as ruas e os cafés, as igrejas e os túmulos, ouvindo pelo caminho uma história de amor em tempos de guerra, vivida por Carlos, que luta pelos liberais, e sua prima, Joaninha, a menina dos rouxinóis.
Neste impressionante relato sem igual na história da literatura portuguesa, o autor não deixa dúvida sobre os seus intentos: «protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica».
Quanto tempo permeia então uma ida de Lisboa a Santarém? Quanto tempo baste para se percorrer uma e outra vez as Viagens na Minha Terra.
Publicado em volume em 1846, com este texto Almeida Garrett desenhou não só uma deambulação entre as duas cidades portuguesas, mas pelo Portugal dos homens e das ideias do século XIX.
Mais do que descrever paisagens, Garrett usa a viagem para refletir sobre o estado decadente de Portugal após as Guerras Liberais. Ele critica tanto os absolutistas como os próprios liberais (lado pelo qual lutou), expressando um profundo desencanto com o rumo do país.
Livro em bom estado, apresentando sinais do tempo
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