Sê o primeiro a adicionar este livro aos favoritos!
O MEDO. Romance. *** José Martins Garcia *** Abertura de Alexandre Borges *** Lajes do Pico: Companhia das Ilhas, 2016. Colecção: Biblioteca Açoriana – 4; Obras de José Martins Garcia – 3. (22 x 14 cm.) com 101 + [3] pp. Capa flexível, com badanas. Bom exemplar. Capa com pequenas marcas de manuseamento e um leve desgaste nas margens, encontrando-se ainda em bom estado e limpa. Páginas bem conservadas e limpas, apresentando apenas uma pequena mancha no corte lateral, de reduzida importância. *** Primeira edição na editora e colecção deste romance originalmente publicado em 1982, sendo esta, portanto, a sua segunda edição absoluta. Sobre esta obra, escreve Alexandre Borges, no prefácio: «Sempre desconfiei da qualidade intrínseca de poemas sobre cravos. O realismo dá-se-me mal com amanhãs que cantam. Entendo que está por fazer justiça àqueles que, como José Martins Garcia, tiveram a coragem de não escrever para serem amados. De não jogar para a canonização instantânea. Martins Garcia, que militou brevemente nos primeiros tempos do Partido Socialista, que escreveu n’A República e, depois, no Jornal Novo, que, antes disso, andara de G3 pela Guiné, verte essas vivências para o olhar cortante com que capta o medo durante um tempo, entre 1974 e 75, que ficou para a História descrito como “PREC – Processo Revolucionário Em Curso”. E, embora não estejam lá os nomes das personagens que habitam a Lisboa desses dias, estão todas as pistas para que as deduzamos à memória recente do país – com o “Xerife” à cabeça. Os excessos, os embustes, as contradições desses dias, estão todos aqui, retratados sem apelo nem agravo, sem deslumbre, nem sequer mágoa – apenas a crua razão, serena e distante, que tão mal tende a cair aos estômagos mais sensíveis. Mas nem só da Lisboa do “Verão Quente” fala O Medo. O medo tem mais geografias, mais idade – e mais virtudes. Narrado por um protagonista sem nome, salta com elegância e secura entre dois planos: um nesse ambiente revolucionário da capital em 74-75 e outro nos Açores, algures nos anos 50. No segundo, o anti-herói observador e anónimo tem quase 20 anos; no primeiro, quase 40. A idade do sonho e a idade da razão. (...) Outros cantaram e cantarão as glórias de Abril. Outros a maravilha da bruma açoriana. Aqui, quem quiser entrar, é favor pendurar o deslumbre à porta. E deixar-nos em sossego com os nossos cigarros e o nosso pessimismo.» Tiragem de apenas 750 exemplares. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70