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MANDA. [Romance]. *** Carlos Alves (Cave) *** [Sem ind. de local]: Edição do Autor, [Sem ind. de ano: 1972 (?)]. (Composto e impresso na Douro Manufacturas – Porto). (18,5 x 12,5 cm.) com 276 + [10] pp. Capa flexível, com badanas. Exemplar razoável. Capa com marcas de manuseamento, manchas, perdas de cor em alguns pontos, levemente empoeirada e um pouco gasta nas margens e na lombada, que apresenta também vincos de abertura. Apesar de envelhecida e não muito limpa, de um modo geral, está ainda apresentável. Páginas, de um modo geral, em bom estado e limpas, embora apresentem um tom amarelecido e pequenas manchas de acidez (mais concentradas nas primeiras e nas últimas), ficando tudo a dever-se, em grande medida, à qualidade do papel. *** Julgo tratar-se da segunda edição deste romance (embora nenhuma indicação surja no livro a esse respeito), originalmente publicado em 1965, de um Autor angolano, que parece ter tido a intenção de propor, através da literatura, uma via conciliatória entre as populações nativas e os colonos, numa época em que a Guerra Colonial estava ainda no início. No texto de Apresentação, que é quase uma sinopse, escreve o Autor: «Ambuila é um nome legendário. Soa aos ouvidos com a sonoridade dum tantã gigantesco, na evocação da maior e mais nobre batalha ferida em Angola. Perto da Banza-Ambuila movimentavam-se, em 1919, uma Capitania-mor e uma povoação comercial, numa das muitas tentativas de ocupação, gorada, como as anteriores, pela hostilidade do meio ambiente. Na crise de 1930/31 a região ficou completamente abandonada. As autoridades mais próximas localizavam-se no Quiteche, a 40 quilómetros, e Uíge, igualmente a 40 quilómetros. Pela linha litoral, até Ambris, nenhum posto havia, militar ou civil, numa extensão de mais de 300 quilómetros. Neste lugar, selvático e agreste, viveu Luís a vida que se descreve neste livro, só, entre homens diferentes que não eram da sua raça. No momento em que as cabeças andam cheias de ideias novas, vale a pena debruçarmo-nos sobre um passado tão próximo e apreender nele os fundamentos dos costumes que ainda prevalecem, em oposição aos estribilhos modernos soprados de fora e oferecidos ao consumo como verdades indiscutíveis, santas e dogmáticas. Manda, a mártir do tribalismo, é também uma figura de relevo, plena de simbolismo, na materialização da união das duas raças, amassada no sofrimento e culminada na fusão de sentimentos. Por isso as suas atribulações são narradas numa linguagem chã, igual a que eles usaram para se amar, livres de preconceitos, e para sofrerem as consequências desse grande amor, simples, natural, humano.» Pouco comum. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70