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A FOME. Romance. *** José Martins Garcia *** Abertura de Luiz Antonio de Assis Brasil *** Lajes do Pico: Companhia das Ilhas, 2016. Colecção: Biblioteca Açoriana – 2; Obras de José Martins Garcia – 1. (22 x 14 cm.) com 223 + [9] pp. Capa flexível, com badanas. Bom exemplar. Capa com pequenas marcas de manuseamento, encontrando-se em bom estado e limpa. Páginas bem conservadas e limpas. *** Primeira edição na editora e na colecção deste romance originalmente publicado em 1977, pelas Edições Afrodite, de Fernando Ribeiro de Mello, sendo esta a terceira edição absoluta, pois entre as duas houve uma edição da Salamandra, em 1998. «Primeiro romance açoriano de José Martins Garcia», como escreve Assis Brasil no prefácio, «este livro pode ser lido de duas formas básicas: primeiramente, como o romance do personagem António Cordeiro, com suas patéticas peripécias insulares e continentais e, ainda, como o romance que representa a complexidade e a perplexidade do povo açoriano, tal como vistas no período salazarista. A unir essas duas histórias, temos um elemento de substância, desvelado pelo título, que é a fome» (...) «Mas de que fome se trata? Aqui também temos duas perspectivas notórias: uma é a fome primária, estomacal, fisiológica, que corrói as vísceras de António Cordeiro, a fome de costeleta e de bife, que inclusive navega a bordo do mítico Carvalho Araújo que levou o protagonista – e várias gerações de açorianos – para Lisboa, onde ele desembarca «em Alcântara, sem tostão no bolso.» Na Capital, a fome não dá tréguas, vitimizando-o «o cheiro da comida, o apelo da comida, a imagem da comida, a alucinação da comida», em que o ícone é uma saborosa costeleta entrevista num restaurante. Já na universidade, António Cordeiro «prolongava o jantar para além dos limites razoáveis. Mastigava cuidadosamente…», tudo isso para enganar a fome. Essa carência absoluta faz com que declare, a páginas tantas, «Sempre me foi a fome uma entidade familiar. Profissão: faminto – eis o que não consta nos arquivos deste planeta.» A outra fome é mais sofisticada, é fome metafórica, mas não menos dolorosa: é a constituída pela ausência de tudo o que dá dignidade e conforto à existência, é tudo aquilo que António Cordeiro não tem e que tanto deseja, embora não lhe seja perfeitamente claro o que isso seja.» Tiragem de apenas 750 exemplares. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70