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Durante um encontro de antigos colegas, destinado a celebrar o vigésimo quinto aniversário da conclusão do curso liceal, Vítor Abravanel resolve confrontar os ex-professores com o seu passado de membros do partido nazi. Vítor, que nascera em 1955, em Viena, no seio de uma família de vítimas do nacionalismo-socialismo, era um historiador especializado nos primórdios da modernidade que, num congresso sobre Baruch de Espinosa, apresentara um trabalho em que procurava estabelecer quem fora o grande mestre deste filósofo. Tinha sido esse trabalho e as investigações que desenvolvera para o poder escrever que o haviam conduzido a conceber o problema que, com tanto escândalo público, formulara durante a tal já referida reunião de antigos colegas.
A Expulsão do Inferno é uma obra-prima da literatura austríaca que questiona, não apenas alguns aspetos mais negros da nossa história, mas ainda o modo como somos capazes de gerir a nossa relação com o passado.