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Lorena é a mulher subjectiva pela qual todos os homens poderiam se apaixonar.
Heroína e anti-heroína, Lorena é a mulher que todos os homens quereriam proteger, mas que nenhum protege. Pela sua própria voz, recebemos a descrição da sua vida e de todas as desistências que o sangue, a solidão, o álcool e o abandono puro são capazes.
O sexo é prazer e sofrimento. A morte é medo e libertação. A vida nunca é simples.
Progredimos na leitura de A Morte Sem Nome, da mesma maneira que entraríamos numa teia. Somos enredados pela ansiedade das frases curtas, que se misturam e sugerem continuação, como somos enredados pela sucessão não-linear da narrativa. As páginas deste livro, aos poucos, constroem um muro à nossa volta. Tijolo após tijolo, palavra após palavra, dentro de nós.