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"A escrita de Maria Gabriela Llansol inscreve-se em livros que "crescem" uns nos outros, num movimento ondulatório de eternos começos - O começo de um livro é precioso.
«Muitos começos são preciosíssimos. / Mas breve é o começo de um livro ____ mantém o começo prosseguindo. / Quando este se prolonga, um livro seguinte se inicia».
Quem lê, vai elevando os olhos para uma cúpula por onde se dispõem as diferentes figuras do universo llansoliano - Témia, Eckhart, Ana e Myriam, João da Cruz, Prunus Triloba, Spinoza, Bach, Rilke, Vergílio Ferreira, Dom Arbusto, Elvira, o cão Jade ou Trova, o Literatura, o Arrábido - num "estético convívio" com as diferentes formas da linguagem.
O percurso deste novo livro faz-se no tempo e no espaço, porque o que nos é dito em cada uma das 365 estâncias (dias) insere-se em lugares (páginas) que respiram ou branco ou imagem - os desenhos de Ilda David', "com" os quais se faz a leitura do livro."
Maria Etelvina Santos