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Para que servem os mitos hoje? A pergunta é incrível e a resposta complexa, como entendeu dizer Fernando Pessoa com o seu "o mito é nada que é tudo". De certa forma, todos nós somos um pouco de tudo e de nada, de Prometeu, de Orfeu, de Egipto, de Sísifo ou de Medeia, porque o mito faz parte do imaginário antropológico. O que observa é que em tempos de crise identitária são as narrativas míticas que ciclicamente alimenta o nosso imaginário cultural.
Esse poder inspirador e metamórfico dos mitos é, no fundo, o segredo da sua sobrevivência ao longos dos tempos. Foi isso que Apolodoro nos quis transmitir com a sua Biblioteca, a única obra de mitologia grega integralmente conservada que chegou até nós.