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Em Busca do Tempo Perdido é uma das obras-primas da literatura do século XX, ao lado de Ulisses de Joyce, do Livro do Desassossego de Pessoa, e poucos outros. Em Busca do Tempo Perdido é um livro que tem, nas palavras do seu autor, «a forma do tempo».
E, na verdade, o que distingue este romance é o reforço da sua concepção da memória como recriadora do passado. É isso que permite o misterioso encanto da narrativa e o tom de dolorosa nostalgia em que o passado envolve o presente.
Mas o recurso à memória involuntária faz com que Proust nunca transmita uma realidade de que a sua imaginação esteja ausente.
Ainda muito jovem, conhecia de cor todos os pormenores da vida das damas que tinham frequentado os salões de Paris desde o século XVII, como Madame La Sablière ou Madame de Staël. E foi precisamente a sensação da decepção em relação ao imaginado que ele sentiu nesses salões parisienses onde foi buscar muitos dos personagens que povoam o seu universo ficcional.
É dessa desilusão, vivida nos salões de Madame Aubernon, Madame Arman de Caillavet ou da Condessa de Grefulhe, que nascem os personagens que frequentam os da senhora Verdurin e dos Guermantes de Em Busca do Tempo Perdido.
Volume 1: No Caminho de Swann
Volume 2: Á Sombra das Raparigas em Flor
Tradução de Mário Quintana
Encadernação meia-francesa em bom estado, conserva as capas de brochura originais