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Detalhes da Obra
Título:
Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo
Autoria:
António Lobo Antunes
Detalhes do Artigo
Estado:
Usado / Capa com sinais de manuseamento - Apresenta vinco na contra-capa e pequena etiqueta na lombada / Miolo em bom estado / Assinatura de posse
Capa:
mole
Editora:
Publicações Dom Quixote
Coleção:
Obra Completa de António Lobo Antunes - Edição ne varietur
Edição:
5.ª / Edição ne varietur
Ano de edição:
2003
Páginas:
576
Idioma:
Português
ISBN:
972-20-2547-3
Sinopse
Décimo quinto romance de António Lobo Antunes, que acaba de vencer o prestigiado prémio União Latina para a literatura, e a primeira das suas edições ne varietur (uma disposição jurídica que permite a um autor que um texto seu só possa ser de futuro citado, editado, traduzido, etc., sob a forma em que o publica com essa designação. Lobo Antunes chegou à conclusão que havia várias adulterações nas suas obras, desde gralhas a outras incorrecções, e a partir de agora todas elas serão publicadas em edições ne varietur, fixadas por uma equipa orientada por Maria Alzira Seixo, à medida que os antigos títulos se vão esgotando).
Neste livro, Lobo Antunes regressa a Angola, lugar essencial da sua obra romanesca, agora em época pós-descolonização. Um agente dos Serviços viaja à antiga colónia portuguesa incumbido de tarefa arriscada. Mas não volta. E logo outro o substitui, e depois outro, como na arena os touros se vão s eguindo uns aos outros, para a lide. E nós leitores embrenhando-nos na leitura, como se de uma floresta se tratasse.
É também um livro onde o autor de "Que Farei quando Tudo Arde?" questiona a linguagem, o valor da palavra ("Será que remendo isto com palavras ou falo do que aconteceu de facto?", dizem algumas personagens), como o realça Agripina Vieira em crítica no JL (15/10/03), numa escrita que se vai depurando cada vez mais (apesar das 574 páginas do romance).
Críticas de Imprensa
"Ler António Lobo Antunes é mais do que acompanhar as peripécias da vida de personagens, é mais do que ler uma boa história, é deixar-se embrenhar no mundo de efabulação criado, é entrar no jogo do autor na tentativa de descobrir para partilhar, com ele, os seus caminhos de criação."
Agripina Vieira, JL, 15/10/03