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Há algo profundamente errado no modo como pensamos que devemos viver hoje em dia. Durante 30 anos orgulhámo-nos do contrato social que definiu a vida da sociedade do pós-guerra na Europa e na América - a garantia de segurança, estabilidade e justiça. Tudo isto foi perdendo o seu real significado, revestindo agora em muitos aspectos apenas meras formalidades. Questões anteriormente pertinentes, em tempos até do foro do político, sobre a bondade ou a justiça das coisas, deixaram de ser colocadas. Nesta obra, Tony Judt, um dos principais historiadores e pensadores contemporâneos, mostra como chegámos a este momento confuso. Num texto contundente, descreve o que todos temos sentido e remete-nos em simultâneo para a forma de sairmos desta sensação de mal-estar colectivo.
Críticas de imprensa
«É neste cruzamento de alguém que viveu uma era, mas que, ao mesmo tempo, a estudou a fundo, que se encontram as melhores razões para ler este livro imprescindível de Tony Judt [um dos mais importantes historiadores da História europeia contemporânea]. […] lendo-o como ele é e pretende ser, este livro polémico e provocador é uma experiência que vale a pena. Pelas ideias, pela limpidez do texto, pela paixão, mas também pela nostalgia. Olhando em perspectiva, desde os anos gloriosos do crescimento do pós-guerra até estes dias em que os Estados se desagregam na dúvida e no défice, é interessante regressar a esses tempos em que, como disse Ralph Dahrendorf, “nunca tantos viveram tão bem”.»
Manuel Carvalho, Público