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LIVRO:
-Por ti, Pátria!... de Gil Marçal.
Subsídios para a história da mais grave crise existencial da Nação: a crise dos caminhos errados.
Edição do Autor, V. N. deFamalicão.
1 edição, 1964.
Tem 234 páginas.
Capa brochado.
*EXEMPLAR EM BOM ESTADO, apresenta marcas na primeira página de fita cola, de uma anterior protecção às capas (ver fotos) e está carimbado pelo crivo da censura com as iniciais a vermelho: F MDP.
SOBRE O LIVRO E O AUTOR:
Exemplar com uma carga histórica fascinante, sobre o período do Estado Novo em Portugal!
Gil Marçal, era um conhecido professor português, escreveu várias obras de cariz patriótico, social e de intervenção sobre o Ultramar e o futuro do país.
Este livro foi lançado em pleno auge da Guerra Colonial (iniciada em 1961), nele aborda as tensões políticas e ideológicas de Portugal, criticando o que o autor chamava de "crise dos caminhos errados ".
O Carimbo Vermelho, com ss iniciais "F MDP", indica que este livro fez parte do complexo circuito da Censura do Estado Novo (oficialmente chamada de Exame Prévio). Os livros publicados em Portugal ou que entravam no país passavam pelos serviços da Direção dos Serviços de Censura. Quando os censores analisavam uma obra, colocavam carimbos vermelhos com as suas decisões.
As iniciais F MDP referiam-se a:
F: Significa "Facultado" (ou seja, o livro foi autorizado/libertado para circular e ser vendido).
MDP: É a abreviatura da identidade do órgão censor ou do subsecretariado responsável pelo controlo da imprensa e da literatura à época — muito provavelmente ligada ao Ministério das Divulgações e Propaganda (ou órgãos equivalentes integrados no Secretariado Nacional da Informação - SNI).
Nota histórica:
Segundo a IA (Inteligência Artificial) a data exata em que os censores emitiram o parecer final sobre este livro específico ficou registada nos arquivos oficiais da censura no dia 04 de setembro de 1965 (conforme os índices do relatório de censura à época).
A presença deste carimbo oficial prova que este exemplar passou fisicamente pelas mãos dos censores do regime antes de poder ir para as livrarias. Trata-se de uma marca autêntica da história da liberdade de expressão em Portugal, o que o torna um item colecionável de grande interesse histórico!