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O livro propõe abrir o universo da Estética filosófica às transformações e tensões intelectuais do final do século XX. O autor afasta-se de visões puramente contemplativas ou isoladas (a metáfora da "estética insular") para mergulhar a reflexão sobre a arte e a beleza num pensamento intranquilo, marcado por conflitos, contradições e crises existenciais e históricas. A figura mítica de Orfeu surge como o símbolo ("signo") dessa ligação profunda, simultaneamente trágica e criativa, entre a arte, a mortalidade e a busca de sentido.
Picos de acidez no exterior de poucas páginas.